
Ed Fernando Barros
Arquiteto de Software e Soluções
Vinte e três anos construindo e operando sistemas onde falhar custa caro — em stacks, times e domínios de negócio que tinham pouco em comum além da necessidade de funcionar.
- Brasnorte, MT — Brasil
- barrosef@gmail.com
- GitHub
- Serviços financeiros
- Criptoativos
- Esportes
- Energia
- Segurança pública
- Tributação e receita
- Justiça
Comecei em 2003 como desenvolvedor Java júnior, na época do Java 1.4, Struts e web services SOAP, e sigo hoje em Java 21, Spring Boot, microsserviços e nuvem. No caminho passei por todas as gerações da plataforma — Java EE em JBoss e Tomcat, Spring e Hibernate, contêineres, Kubernetes, AWS e GCP — e, mais recentemente, por Go, Python, React e engenharia assistida por agentes de IA. Não me apego a stack: uso a que resolve o problema.
Papéis
Ao longo desses anos atuei em praticamente todos os papéis de um time de tecnologia:
- Desenvolvedor, de júnior a sênior, com código em produção até hoje.
- Arquiteto de software, definindo a base de ecossistemas inteiros — dados, integração, identidade (OAuth2/OIDC, Keycloak, SSO), mensageria.
- DevOps, montando pipelines de CI/CD, infraestrutura como código (Terraform) e ambientes em nuvem projetados para a carga real.
- Agilista, gerindo board de produto, cadência de entrega e onboarding de desenvolvedores.
- Gestor, formando e liderando times Java da contratação à transferência estruturada.
- Assessor, junto a comitês estratégicos de TI, com governança, planejamento, contratação pública e alinhamento com a alta administração.
Segmentos
E em segmentos de negócio que têm pouco em comum além da necessidade de funcionar:
- Financeiro e fintech — integrações com exchanges de criptoativos, blockchain e sistemas financeiros, em ambiente AWS.
- Justiça — dez anos entre dois Ministérios Públicos estaduais e a integração de seus sistemas com o PJe, a plataforma nacional de processo judicial eletrônico.
- Logística — o app do motorista e a esteira de pagamento de uma operação last-mile.
- Saúde — um fluxo de entrega AI-first, do card ao pull request, em plataforma multirrepositório, na CSP Tech para a Optum.
- Além de tributação e arrecadação estadual, segurança pública, energia, esportes e plataformas ambientais geoespaciais para órgãos de governo.
Projetos próprios
Fora do trabalho contratado, mantenho dois projetos que mostram como eu penso quando ninguém está pagando a conta:
- Spartacus (voluntário, em produção) — backoffice web e aplicativo móvel para um projeto social que ensina jiu-jitsu, capoeira e muay thai a crianças em Brasnorte, MT. O problema de negócio: controlar frequência, doação mensal de alimentos e comunicação com as famílias sem transformar a secretária em operadora de fila e sem conta de hospedagem. A solução: um QR code por aula em vez de um por aluno, responsáveis agindo em nome dos filhos com dupla autoria em cada registro, back-end FastAPI no Cloud Run, Firestore e Firebase Auth. Seis repositórios entregues às famílias a custo operacional zero, no free tier do GCP.
- DOP (produto próprio, código aberto, ambiente de QA no ar) — um cockpit AI-first onde o desenvolvedor e um agente de IA conduzem uma demanda de ponta a ponta: ambiente, branch, desenvolvimento, pull request, entrega. Nasceu de uma dor real de cliente — a cadeia de passagens de bastão entre pessoa e agente perde estado a cada passo — e virou plataforma: núcleo em Go com log de eventos transacional, BFF em Python (REST, SSE e gRPC), cockpit em React, CLI em uso diário. Multi-tenant desde a primeira migração, segundo fator antes de existir a primeira organização, 23 registros de decisão de arquitetura, tudo em Terraform e projetado para não ter custo fixo mensal.
Os dois têm o mesmo caráter do meu trabalho pago: uma restrição de negócio clara, uma decisão técnica que a respeita e um sistema rodando no fim.
Como trabalho
O que atravessa tudo isso é a mesma coisa. Eu me adapto rápido: a uma stack nova, a um time novo, a um domínio novo. Absorvo a cultura da empresa em pouco tempo e me relaciono bem tanto com times de desenvolvimento quanto com squads de produto — sei falar de código com quem escreve código e de prioridade com quem define produto. Formei dois times de engenharia do zero e entreguei os dois funcionando nas mãos de quem ficou.
Acima de tudo, resolvo problemas. Transformo restrição de negócio em arquitetura que um time consegue de fato executar — e fico até rodar.
E o resto
Há mais na vida além do trabalho. Churrasco, jiu-jitsu e uma posição bem pensada sobre liberdade completam o quadro — três interesses que aparecem nos textos quase tanto quanto qualquer assunto técnico. A carreira em detalhe e cada um deles tem o seu canto aqui.